John Deere apresenta nova geração de escavadeiras DEX
A John Deere apresentou nesta quinta-feira (20) a nova geração de escavadeiras DEX (Deere Excavators), desenvolvida integralmente pela própria companhia. Os modelos 210 P, 230 P e 260 P integram a nova linha, voltada à faixa de 14 a 35 toneladas, com foco em produtividade, menor consumo de combustível e tecnologias de automação.
Segundo Adilson Butzke, diretor de Vendas e Canais da John Deere no Brasil, o projeto foi desenvolvido do zero com o objetivo de estabelecer um novo padrão para as escavadeiras da marca. A nova geração substitui os equipamentos desenvolvidos durante a parceria de cerca de 30 anos entre John Deere e Hitachi.
A tecnologia também foi direcionada à simplificação da operação. Entre os recursos opcionais estão o SmartGrade 2D, para nivelamento e controle de profundidade; as Cercas Virtuais, que delimitam eletronicamente a área de atuação da máquina; e o SmartWeigh, sistema de pesagem do material movimentado em tempo real.
Outro recurso apresentado é o EZ Control, voltado à movimentação de cargas. A tecnologia permite que o operador controle altura e velocidade do movimento com um único joystick, mantendo a carga em trajetórias horizontais e paralelas à lança. Segundo Darlon Destri, gerente de Produto para Escavadeiras da John Deere, a usabilidade é um dos diferenciais do sistema.
A nova geração também incorpora recursos de suporte remoto. O display da máquina pode ser acessado pela equipe da John Deere para auxiliar o operador na configuração e utilização das tecnologias. A solução foi desenvolvida em um cenário de dificuldade crescente para formação de operadores, segundo Butzke.
A produção das novas escavadeiras será realizada no Brasil, na fábrica da John Deere em Indaiatuba (SP), que passa a produzir os equipamentos para o mercado nacional e poderá atender também a outros países da América Latina. O desenvolvimento acumulou cerca de 165 mil horas de testes, sendo aproximadamente 60 mil delas realizadas na América Latina desde a chegada do primeiro protótipo ao Brasil, em 2018.
Para Luis Bonan, diretor da fábrica da John Deere, a nacionalização é resultado da evolução da planta e da capacidade técnica desenvolvida para produzir um equipamento de projeto estrutural totalmente novo. A companhia também aposta no atendimento local para ampliar sua participação no mercado, especialmente no segmento de locação, que, segundo Butzke, representa atualmente 22% do mercado de equipamentos.


