13 de agosto de 2021

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Por: santelmo

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Diagnóstico de uso de FPS mostra perdas de produção e melhora performance de escavação

O diagnóstico de operação de equipamentos de escavação e carregamento é essencial para apontar se as peças de desgaste das caçambas e as FPS (Ferramentas de Penetração de Solo) precisam de uma nova configuração. Essa avaliação tem sido bem aceita em mineradoras, pedreiras e por empresas que trabalham na construção pesada, por possibilitar uma aplicação mais condizente dessas ferramentas à produção, tipo de material escavado, reduzir custos operacionais e eliminar tempo de máquina parada.

Paulo Riccioppo, diretor da LPR Soluções para Equipamentos Pesados, explica que esse diagnóstico é parte de uma consultoria que vai muito além de indicar produtos, ela integra uma engenharia inteligente e de soluções adequadas. “Fazemos um diagnóstico da operação do cliente em campo, para entender seus problemas, dificuldades e metas de produção. A partir dos parâmetros observados, indicamos a solução que possibilitará melhor adequação para a realidade do cliente, seja na melhoria de performance, segurança e redução de paradas de máquina”, salienta Paulo.

Num teste de produto em campo realizado por especialistas da LPR em uma mineradora de ferro e estéril em Minas Gerais, os profissionais comprovaram que a máquina tinha performance comprometida por usar FPS incompatível com os níveis de produção almejados pela empresa. A mineradora utiliza uma escavadeira hidráulica Liebherr R954 SME com capacidade de 3,25 m³. “Quando visitamos o cliente, conhecemos sua operação e observamos o trabalho da máquina, vimos que ela poderia gerar melhores resultados”, conta Paulo.

Durabilidade das pontas e adaptadores

De acordo com ele, as cinco pontas que estavam em uso na caçamba da escavadeira tinham durabilidade de 190 horas e eram trocadas a base de marretadas. Os adaptadores, por sua vez, eram substituídos a cada oito trocas de pontas. A LPR propôs fazer testes na máquina com o sistema Feurst Turnkey, utilizando cinco pontas TKN11 PR-R de penetração reforçada e adaptadores TKN11–1570 A com capa de proteção. Os resultados foram surpreendentes, a durabilidade das pontas Feurst foi de 442 horas, ou seja, quase 150% a mais que o das pontas utilizadas pela mineradora. Além disso, os adaptadores ainda não precisaram ser substituídos após 2.450 horas de trabalho.

“Quando o teste atingiu 391 horas, realizamos o rodízio das pontas invertendo as que estavam nas extremidades da caçamba com as internas. Essa configuração permaneceu até o final”, descreve Paulo. De acordo com o relatório, a taxa de consumo maximizada foi de aproximadamente 72% do peso das pontas. No início, cada uma pesava 27kg a um comprimento de 430mm e após o desgaste o peso foi de 7,5kg, num comprimento residual de 270mm.

Nos testes, a mineradora pôde avaliar a performance das FPS Feurst indicadas pela LPR para aquela situação específica, constatando a longevidade dessas peças em comparação com as utilizadas anteriormente. Os bons resultados também se ampliaram à redução de perda de produção, em função de paradas da máquina para substituição de FPS, além de economia no consumo de combustível e menor quantidade de substituições no período de 12 meses. “Ou seja, a mineradora trocava 28 jogos das pontas anteriores e agora substitui apenas 12 jogos de pontas da Feurst. Os adaptadores tiveram vida útil prolongada, conservando a estrutura da lâmina base da caçamba, gerando uma economia significativa”, compara Paulo.

Sistema anti-marreta

A francesa Feurst desenvolveu a linha Turnkey de FPS, com encaixe sem a necessidade de uso de martelo. Com esse sistema, disponível para escavadeiras e carregadeiras acima de 30 toneladas, a Feurst possibilita uma montagem segura e prática para instalação e troca do conjunto das pontas e dos protetores da caçamba: caneleiras e entredentes.

O sistema anti-marreta é importante porque, com o método tradicional de instalação de FPS, é necessário bater muito forte com um martelo tanto na fixação quando na remoção do pino de fixação, elevando o risco de acidentes, maior tempo de troca, e muitas vezes, a necessidade do uso de maçarico para remoção do conjunto travado.