26 de agosto de 2026

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Por: Miriam Leite

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Tags: equipamento

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Categorias: destaques, equipamento

Linha Amarela ganha espaço na mineração e amplia eficiência das operações

A mineração está ampliando o uso de equipamentos de linha amarela em atividades de apoio às operações. Escavadeiras hidráulicas, tratores de esteiras, carregadeiras de rodas e motoniveladoras, tradicionalmente associados à construção pesada, passaram a atuar em serviços como abertura e manutenção de acessos, terraplenagem, drenagem, apoio à lavra, carregamento complementar e conservação de vias internas.

A mudança acompanha a busca das mineradoras por maior produtividade, segurança e eficiência operacional. Em vez de concentrar diferentes tarefas nos equipamentos de mineração de maior porte, as empresas passam a combinar máquinas de acordo com as características e necessidades de cada atividade.

Segundo Paulo Torres, vice-presidente da Divisão de Equipamentos de Construção da Komatsu, essa estratégia permite aproveitar melhor as características de cada equipamento.

“As mineradoras passaram a olhar toda a operação de maneira mais estratégica. Hoje existe uma compreensão clara de que diferentes atividades exigem soluções específicas.”

Para ele, equipamentos de construção podem apresentar vantagens em determinadas operações de apoio, especialmente por sua produtividade, robustez e custo operacional.

Equipamentos de linha amarela ganham novas funções nas minas

Na prática, a utilização de máquinas de construção em atividades auxiliares permite direcionar os equipamentos de mineração de maior porte para as operações em que sua capacidade é realmente necessária. A estratégia pode contribuir para elevar a disponibilidade da frota e reduzir custos em tarefas de apoio.

Entre as aplicações estão a manutenção de estradas e acessos, limpeza de áreas operacionais, manutenção de pilhas, serviços de drenagem e terraplenagem e outras atividades de infraestrutura dentro das minas.

A tecnologia também vem ampliando as possibilidades de uso desses equipamentos. Recursos como telemetria, monitoramento remoto, manutenção preditiva, gestão de frota e teleoperação permitem acompanhar o desempenho das máquinas e antecipar necessidades de manutenção.

Segundo a Komatsu, a demanda por equipamentos da sua Divisão de Construção destinados à mineração já inclui escavadeiras hidráulicas, tratores de esteiras, carregadeiras de rodas e motoniveladoras utilizadas em atividades de infraestrutura e apoio às minas.

Para Ricardo Alexandre, vice-presidente da Divisão de Equipamentos de Mineração da Komatsu, a integração entre equipamentos, pessoas e tecnologia será cada vez mais importante para a mineração.

“Hoje, eficiência operacional significa combinar diferentes equipamentos e tecnologias para que cada um desempenhe exatamente a função em que oferece o melhor resultado.”

Tecnologia reforça segurança e produtividade

A incorporação de tecnologias digitais às máquinas de linha amarela também modifica a gestão das operações. Com dados de utilização, localização e desempenho, as mineradoras conseguem acompanhar a produtividade dos equipamentos e identificar oportunidades para reduzir paradas não programadas.

A teleoperação é outro recurso que pode ampliar a segurança em atividades realizadas em áreas críticas. A possibilidade de operar determinados equipamentos remotamente reduz a exposição dos profissionais a ambientes de maior risco.

Essa combinação entre máquinas de construção, equipamentos de mineração e soluções digitais tende a ganhar importância à medida que as empresas buscam operações mais eficientes e conectadas.

Investimentos sustentam expansão da mineração

A expansão do uso de equipamentos de linha amarela ocorre em um cenário de novos investimentos no setor mineral brasileiro. Segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), estão previstos US$ 76,9 bilhões em investimentos em mineração no Brasil até 2030.

O movimento também acompanha os investimentos da Komatsu no País. Entre 2023 e 2025, a companhia destinou R$ 161 milhões à modernização de seu parque fabril em Suzano (SP). Para os próximos dois anos, estão previstos mais R$ 100 milhões.

O plano inclui ampliar a capacidade produtiva em mais de 50% até 2030 e fortalecer o portfólio produzido no Brasil, além de acelerar a incorporação de tecnologias relacionadas à digitalização, automação e eficiência operacional.

Para o mercado de linha amarela, a movimentação representa uma ampliação das oportunidades dentro da mineração. Equipamentos antes associados principalmente à construção pesada passam a ocupar funções permanentes na infraestrutura e no suporte às operações minerais.