Agenda ESG abre espaço para empilhadeiras elétricas na logística
A agenda ambiental, social e de governança (ESG) tem ganhado espaço em centros de distribuição, portos e indústrias, fazendo com que empresas que atuam nesses ramos busquem reduzir custos operacionais e dependência de combustíveis fósseis. Quem acaba se sobressaindo nessa situação são as empilhadeiras elétricas, que, segundo a Modor Intelligence, devem crescer 5,1% ao ano até 2030. O mercado, estimado em cerca de US$ 49,98 bilhões em 2025, deve chegar a até aproximadamente US$ 64,15 bilhões até 2030.
Para Humberto Mello, diretor da Tria Empilhadeiras, marca de equipamentos para manuseio e transporte de cargas e baterias de lítio, o avanço das empilhadeiras elétricas pode gerar um benefício duplo para o setor logístico. O primeiro é a redução significativa das emissões de gases de efeito estufa e o impacto ambiental das operações. O segundo fica por conta da queda dos custos operacionais no curto a médio prazo.
Redução de 21 t de CO2
Além de emissões zero durante a operação, onde cada empilhadeira elétrica à lítio pode evitar a emissão de, no mínimo, 21 toneladas de CO₂ por ano em operações de dois ou três turnos, as máquinas oferecem economia relevante quando comparadas com os modelos a combustão. Segundo Mello, empilhadeiras elétricas podem reduzir os custos operacionais por hora em 50% a 75% em comparação com modelos a combustão interna, considerando despesas de energia e manutenção.
Essa redução de custos se reflete também em menor necessidade de intervenções mecânicas, já que os equipamentos elétricos têm menos peças móveis e exigem menos manutenção preventiva. A combinação de menor consumo de energia elétrica com a eliminação de despesas com trocas de óleo e filtros contribui para uma operação mais contínua e econômica ao longo do ano.
“A adoção massiva de empilhadeiras elétricas pode impulsionar a implementação de infraestrutura energética mais eficiente nos pátios e armazéns, com estações de recarga e baterias de íons de lítio que estendem a autonomia operacional. Essas tecnologias, além de atenderem às demandas de eficiência, ajudam as empresas a cumprir metas de sustentabilidade e atraem investimentos alinhados a critérios ESG mais exigentes”, finaliza o diretor da Tria.





