ABIMAQ reage a tarifas dos EUA sobre máquinas
A ABIMAQ intensificou as articulações para defender a indústria brasileira de máquinas e equipamentos diante da proposta dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. A medida faz parte da consulta pública conduzida pelo United States Trade Representative (USTR) e poderá afetar as exportações do setor para o mercado norte-americano.
A entidade participa de reuniões com o governo federal, em Brasília, e prepara contribuições técnicas para a consulta pública americana, buscando demonstrar os impactos da medida sobre as cadeias produtivas dos dois países.
Entidade reforça atuação junto ao governo
Representantes da ABIMAQ se reuniram com integrantes do governo federal para discutir estratégias de atuação nas frentes diplomática e técnica. O objetivo é defender a manutenção do fluxo comercial entre Brasil e Estados Unidos e minimizar os impactos para a indústria nacional.
Segundo a associação, mais de 80% das exportações brasileiras de máquinas para os EUA ocorrem entre unidades de uma mesma empresa, o que significa que a eventual tarifa incidiria sobre investimentos realizados por grupos industriais presentes nos dois países.
Além disso, componentes de máquinas, segundo principal item exportado pelo Brasil para os Estados Unidos, abastecem fabricantes norte-americanos. Na avaliação da entidade, a sobretaxação poderá elevar custos também para a indústria dos EUA.
Empresas recebem orientação preventiva
Enquanto acompanha as negociações, a ABIMAQ orienta as empresas associadas a avaliar a antecipação de embarques destinados ao mercado americano, como forma de reduzir riscos caso as novas tarifas entrem em vigor.
A entidade também alerta para a possibilidade de perda de mercado para concorrentes internacionais, caso compradores norte-americanos passem a buscar fornecedores de outros países.
Setor acompanha decisão final
A indústria de máquinas já enfrentou cenário semelhante em anos anteriores, quando tarifas de até 50% chegaram a ser aplicadas sobre produtos brasileiros antes de serem suspensas por decisão judicial.
Agora, a expectativa do setor é pela conclusão da consulta pública conduzida pelo governo dos Estados Unidos. Até lá, a ABIMAQ afirma que continuará atuando junto às autoridades brasileiras e norte-americanas para defender condições que garantam previsibilidade, segurança jurídica e a continuidade do comércio bilateral.


