5 de agosto de 2026

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Por: Miriam Leite

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Tags: equipamento

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Categorias: destaques, equipamento, Evento

XCMG aposta em economia operacional para ampliar uso de equipamentos elétricos

A XCMG aposta na redução do custo operacional como principal argumento para ampliar a presença dos equipamentos elétricos no mercado brasileiro. A fabricante chinesa já possui máquinas e caminhões elétricos no País e busca ampliar a experimentação dos modelos por clientes.

Adriano Caputo, executivo sênior de vendas de eletromobilidade pesada da XCMG, afirma que a economia com combustível é suficiente para melhorar o custo total de propriedade (TCO) dos equipamentos.

Segundo ele, uma escavadeira convencional consome, em média, 35 litros de diesel por hora, o equivalente a cerca de R$ 213. Em um modelo elétrico, o consumo de aproximadamente 95 kWh representa um custo próximo de R$ 74.

“A economia de combustível já fecha o TCO da compra”, afirma.

Para facilitar a entrada dos equipamentos em operações brasileiras, a XCMG mantém uma “frota de teste” de pás-carregadeiras elétricas e oferece unidades em contratos de comercialização baseados em comodato. A estratégia permite que o cliente experimente a máquina antes de avançar para a aquisição.

Segundo Caputo, a iniciativa tem apresentado resultados positivos, com clientes que inicialmente receberam os equipamentos para testes e depois não quiseram devolvê-los.

A fabricante também levou à Brazil Equipo Show 2026 parte de seu portfólio de caminhões elétricos. A linha reúne modelos de 10 a 116 toneladas de peso bruto total, com os maiores equipamentos direcionados principalmente à mineração.

Entre eles está um caminhão 8×4 de 45 toneladas de PBT, desenvolvido para operar em minas de diferentes portes. A empresa mantém unidades em estoque no Brasil e também disponibiliza equipamentos para testes em clientes.

A XCMG também apresentou carregadeiras elétricas com capacidades de caçamba entre 1,9 e 8,5 metros cúbicos, incluindo modelos que podem ser customizados para aplicações específicas.

Apesar da expansão do portfólio, Caputo reconhece que a participação dos elétricos ainda é baixa na mineração. O principal obstáculo está na infraestrutura necessária para receber os equipamentos.

“Não adianta simplesmente ter um caminhão elétrico. A mineradora precisa ter alimentação em 380 volts trifásicos, disponibilidade de corrente suficiente para alimentar os carregadores e uma infraestrutura adequada para recebê-los”, explica.

Segundo ele, parte das mineradoras já avançou nesse processo por contar com geração própria de energia, por meio de pequenas centrais hidrelétricas, parques eólicos ou solares.

A XCMG também contabiliza cerca de 200 pás-carregadeiras XC968-EV, de 19 toneladas, vendidas no Brasil nos últimos três anos. Para Caputo, o resultado mostra que existe espaço para os elétricos quando a aplicação permite explorar suas vantagens operacionais.